Vou me casar! E agora? – Parte II: O local

onde casar

Sejam bem-vindos!

Esse segundo post sobre casamento será sobre a sofrida escolha do local que servirá de cenário para as eternas e felizes fotos do seu grande dia.

O local é uma das primeiras decisões dos noivos, e para mim foi a mais difícil. Se não der divórcio nesse momento, o relacionamento é forte o bastante para enfrentar as mais terríveis adversidades que virão.

Mas antes de decidir qual será esse mágico local, é fundamental que vocês façam uma pré-lista de convidados – a mais fidedigna possível (não adianta excluir o primo chato agora se você bem sabe que no fim das contas terá que convidá-lo)!

É com esse número em mente que vocês irão em busca do espaço ideal, afinal, você não quer que falte espaço para a quantidade de mesas necessárias, nem que fiquem muitos espaços vazios no salão, não é? Decorações para preencher os buracos são caríssimas, e se você ignorar os espaços, vai parecer que ninguém veio. Não sei o que é pior.

Se você pensar primeiro no local, e depois nos convidados, terá que adaptá-los ao espaço, correndo o risco de ter que cortar muita gente querida. (A recomendação que rola no meio casamenteiro é: escolha primeiro o local, a lista de convidados é consequência. Esta é uma questão de prioridade, então fique bem à vontade para definir a sua.)

Com a data e o número de convidados definidos vocês já podem começar a visitar salões e solicitar orçamentos. Antes de abrir cada proposta, respire e fundo e tenha em mente os problemas daquele salão, para poder dizer, depois de ver o valor total, “eu nem queria mesmo”. Sim, pode apostar que todos serão mais caros que a expectativa. E não interessa quanto sua vizinha pagou, porque ela esqueceu de te contar que a bebida, as cadeiras e o estacionamento não estavam inclusos. Além disso, dois meses depois eles já subiram no mínimo 20%. Eu fui a muitos, e posso afirmar que calcular o custo-benefício do salão é mais complexo do que o do papel higiênico.

(Sério, vocês já tentaram fazer o cálculo do papel higiênico mais “em conta” no super? É um excelente exercício para o cérebro, porque são inúmeras variáveis: comprimento, nº de folhas, quantidade de rolo por pacote, maciez, sem contar os com desenho de cachorrinho, cheiro, cor… afe!)

Em relação ao salão, são infinitas as características que podem pesar na sua escolha. Só para citar algumas: Tem economato? É obrigatório? E estacionamento próprio? Olha esse lustre! Esse preço é para quantas horas de festa mesmo? Cobra hora-extra? Teríamos que esconder esse buraco na parede! A ECAD está inclusa? Posso levar garçons? Bebidas? DJ? Aqui tem muito mosquito! É muita escada para a vó! Tem gerador? Elevador? Segurança?

No segundo orçamento eu e o Rodolfinho já percebemos que teríamos que fazer uma planilha detalhada para visualizarmos tudo, porque seria impossível uma análise comparativa eficiente sem ela. Colocando tudo na planilha, fui me dando conta que alguns salões que pareciam bem mais baratos acabavam saindo mais caros porque não ofereciam serviços importantes.

Para ajudar as noivinhas, aí vai uma lista de informações necessárias que inserimos na nossa planilha para conseguirmos visualizar de forma clara o custo efetivo de cada salão:

  • Aluguel do espaço. O que está incluso?

  • Hora extra, lembre-se de perguntar se é possível e quanto custa.

  • Mesas e cadeiras estão inclusas? São mesas para quantas pessoas? – Quanto menores os tampões, mais mesas serão necessárias, consequentemente, mais arranjos, mais toalhas…

  • Talheres/pratos/copos/taças/guardanapos estão inclusos no valor de locação do salão?

  • Possui climatização? Não quero o noivo lavado de suor nas fotos.

  • Oferece seguranças? São obrigatórios os da casa? Qual o valor por profissional?

  • Garçons, a mesma coisa;

  • Cerimonialista e recepcionistas são exclusivos em alguns salões, lembre-se de questionar;

  • Oferece limpeza durante o evento? – Você ainda não sabe do que os anjinhos dos seus convidados são capazes.

  • Cobra ECAD separado ou está incluso no aluguel do salão? (Esta costuma ser uma surpresinha desagradável para os noivos pouco informados)

  • Oferece sonorização? É possível contratar outros profissionais?

  • E iluminação?

  • Tem economato? É obrigatório? E taxa de cozinha? – A grande maioria dos salões condicionam o aluguel do espaço à contratação de determinado chef ou buffet, outros oferecem opções e cobram uma taxa de cozinha caso queira contratar outro fornecedor. O rango é certamente a parte que mais pesa no bolso, portanto essa é uma escolha extremamente importante.

  • Como provavelmente você não vai conseguir fugir do economato obrigatório, lembre-se de comparar os serviços oferecidos. Alguns incluem entradas e sobremesas, outros não. A propósito, não esqueça de perguntar sobre a degustação.

  • Docinhos. Acreditem, tem salões que condicionam até o fornecimento dos doces. É como dramalhão de novela: se você não for meu, não será de mais ninguém!

  • Bebidas. Posso ir buscar na fronteira ou só se bebe o que a casa oferece? O preço é pacotão por pessoa ou é de acordo com o consumo? Alguns salões permitem que cada convidado possa pagar a sua bebida; se a grana está apertada, informe-se sobre essa possibilidade.

  • Tem gerador? – Vai que justo no dia do seu casamento os dinossauros decidam roer os fios de luz e os postes? Ninguém está livre.

  • Observe a questão da acessibilidade. Evite muitas escadas. Mesmo que não tenha convidados cadeirantes, pode ser que sua tia tenha acabado de fazer aquela cirurgia nos joanetes. Além disso, provavelmente terá vovós com dificuldade de locomoção.

  • Faça um tour pelos banheiros e pela cozinha. Certifique-se que possuem os equipamentos necessários, como freezer. Mandar os padrinhos comprarem caixas de isopor no dia da festa não é legal.

  • Cozinha integrada ao salão pode não ser uma boa ideia. Não deixe para descobrir isso quando os convidados forem te cumprimentar cheirando a risoles.

  • Tem estacionamento próprio? É grátis ou por conta dos convidados? Muitos salões também disponibilizam manobristas, mas lógico que alguém irá desembolsar essa mordomia.

  • O que mais é obrigatório na contratação do salão? Fotógrafo, decoração, mesa de café, bla bla bla.. aqui podem aparecer coisas malucas: “No meu salão é obrigatório contratar a participação de escola de samba e servir Danoninho para as crianças”. Quase isso.

  • Muitos contratos dirão mil coisas que você não pode, sob hipótese alguma, nem cogitar fazer. Então, se não abre mão das bolhas de sabão, esqueça aquele salão.

  • A maioria dos contratos também estão repletos de cláusulas absurdas, tipo: “Se você quebrar alguma coisa, terá que vender seus órgãos, mas se chegar da igreja com seus convidados e estiver rolando outra festa no dia da sua, reservamo-nos o direito de transferir seu evento para a segunda-feira subsequente”. Por essas e outras, recomendamos um suco de maracujá antes da leitura dos contratos.

  • Busque referências a respeito do local. Até salões renomados reaproveitam o bolo da festa anterior, então procure conhecer as lendas sobre a casa.

Além disso, e talvez mais importante do que todos esses tópicos: pense na comodidade dos seus convidados. O acesso é fácil? A cerimônia será no mesmo local da festa? Se não for, não faça seus convidados viajarem horas entre os locais. Recomendaria no máximo uns 20 minutos de distância, de carro. Se a festa será no Acampamento Farroupilha, esqueça as igrejas banhadas a ouro do nordeste, ok?

Se for fazer tudo no mesmo local, calcule os custos disso. Para realizar uma cerimônia no salão, por exemplo, talvez você precise alugar o dobro de cadeiras. Ou você pode pedir para que cada um leve a sua cadeira até a mesa após a cerimônia. Mas não recomendo. (Imagine agora 200 pessoas em look de gala arrastando cadeiras pelo salão. Apenas torça para isso não aparecer na filmagem.)

Enfim, as opções são muitas, mas seja na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê, minha maior recomendação é colocar no papel todos os custos e tentar não desanimar com os orçamentos. Às vezes já temos o lugar ideal em mente e mudar está fora de cogitação, mas comigo essa escolha foi bem trabalhosa, porque a verba é apertada. A princípio, eu queria muito um casamento estilo americano, sabe? num jardim ou na praia. Maas, na ponta do lápis, as opções viáveis sairiam consideravelmente mais caras ao ar livre. Acabei me contentando com um salão fechado, também pela proximidade com a igreja linda pela qual me apaixonei perdidamente no casamento dos meus cunhados Roberto e Larissa. Claro que não desisti da ideia dos jardins ainda, afinal muitas bodas virão para eu renovar os votos nos mais diversos cenários (hihi). Além disso, de acordo com a tradição, essa será minha única oportunidade de casar na igreja, com portas abrindo, tapete vermelho, órgão centenário tocando, vó chorando e essas coisas. Deixa os jardins para a próxima, que eu espero que seja em 2025, quando completaremos 10 anos de casados. Concordam, meninas?

 

*Veja também Vou me casar! E agora? – Parte I: A Escolha da Data

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3 thoughts on “Vou me casar! E agora? – Parte II: O local

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